Sexta-feira, Novembro 20, 2009

A série das sereias




Texto: Maurilo Andreas
Ilustração: Rogério Fernandes





Direto na têmpora: Sorry OK Sorry OK Sorry - Fake Problems

Retrato falado

A Valentina, coleguinha da Sophia no Clic, fez um desenho em casa, mostrou para a Renata, mãe dela e perguntou: adivinha quem é?

Dica: a minha Sophia é a única menina da sala com cabelos cacheados. Valeu, Tinoca ;)







Direto na têmpora: Lamb of the Lam (In The City) - Band of Horses

Quinta-feira, Novembro 19, 2009

Ska man

Eu já fui muito fã de ska. Em 92 e 93 havia sempre uma noite reggae na falecida Broaday que acontecia, salvo falha de memória causada pela idade, às quintas-feiras e onde rolava reggae, obviamente, ska, 2-tone e congêneres.

Não era raro sairmos de lá pela manhã e seguirmos direto para a UFMG onde zumbizávamos durante as primeiras aulas ou mesmo dormíamos descaradamente no CEC - Centro de Estudos da Comunicação.

De 94 pra cá eu quase não ouvi mais ska, exceto por um período em 97 em que comprei bastante coisas na também falecida Urban Cave, sempre muito bem assessorado pelo Jeff Kaspar.

Agora, desde o começo do ano, a blip.fm me fez reencontrar ídolos como Hepcat, Rancid, The Specials, Madness, The Mighty Mighty Bosstones, Skatalites e ainda me ajudou a descobrir novos grupos. Isso sem falar que no twitter, descobri que o @rpajuaba (sigam-no!) também é skazeiro véio.

Não tenho mais aquelas noites selvagens de ska, mas confesso, ouço cada vez mais no carro e, às vezes, faço um moonstomping na agência quando não tem ninguém olhando.

Give'em the boot, the roots, the radicals!





Direto na têmpora: Istambul (not Constantinople) - The Four Lads

Espantado

O que espanta o fantasma é lâmpada.

O que espanta a saudade é retorno.

O que espanta os dois é outro.

O que espanta a fome é prato.

O que espanta a mesmice é começo.

O que espanta o sonho é medo.

O que espanta a solidão é Santo Antônio.

O que espanta o depois é urgência.

O que espanta a gente é a gente mesmo, e bem no fundo uma coisinha ou outra a mais.




Direto na têmpora: Not now John - Pink Floyd

Quarta-feira, Novembro 18, 2009

Sophia Elfo

E pra fechar o dia, o filmezinho do tradicional Elf Yourself, que a Sophia vê e ri até perder o ar.



Send your own ElfYourself eCards





Direto na têmpora: Clover Honey - Greenladies

Levar bomba é bom

Levar bomba não é gostoso. Eu, pelo menos, detesto a sensação de rejeição. Aliás, por causa disso eu sempre tive extrema dificuldade em paquerar, participar de entrevistas de emprego e vivenciar qualquer experiência em que houvesse a possibilidade da recusa.

Desde que me tornei publicitário a sensação não mudou. Todo e qualquer trabalho apresentado traz sempre com ele o medo do "não", que para alguém com um certo grau de insegurança como eu, é quase que um atestado de incompetência.

O que mudou, no entanto, foi outra coisa. Hoje eu tenho a certeza de que a "bomba" faz parte do trabalho. Toda e qualquer campanha genial trouxe consigo o risco de ser "bombada". A única campanha que não vem com esse risco é aquela morna, chata, que vira paisagem e que dura menos de dois segundos na cabeça do público.

É claro que o ideal seria apresentar uma campanha ousada, diferente, criativa, pertinente e receber sempre o "sim". Mais do que o ideal, seria o lógico, mas publicidade e lógica são coisas que nem sempre andam de mãos dadas.

É óbvio também que poucas coisas são piores do que ver rejeitado um trabalho impecável, marcante e adequado. Mas acontece, e muito. That's life.

Ainda assim, acho que trabalhar com qualquer área que envolva criatividade é um exercício cotidiano de testar os limites. E se a gente fica com medo de testa-los, estamos perdendo o melhor da viagem.




Direto na têmpora: Hot Dog - Urban Barnyard

Família






Direto na têmpora: It's All In Your Mind - Beck

Terça-feira, Novembro 17, 2009

Sereias 6



Texto: Maurilo Andreas
Ilustração: Rogério Fernandes





Direto na têmpora: Stank - Funky Butt Brass Band

Segunda-feira, Novembro 16, 2009

Neil Gaiman e o Dia Vegano em BH

Eu não vou participar do Dia Vegano em BH. Na verdade, provavelmente eu vou comer um bifão bem gostoso, mas pra mostrar que essa minha atitude é apenas uma decisão pessoal e não uma birrinha com os veganos e adjacências, segue a história Babycakes, que li hoje no livro Smoke an Mirrors, do Neil Gaiman.

Essa é uma versão em quadrinhos que eu achei na net e da qual gostei bem. Em tempo, o Neil Gaiman escreveu a história, mas usa couro e come carne sem dor na consciência. O ilustrador eu não sei.















PS - Depois de ler e curtir bastante o Farenheit 451 (ótimo livro, mas bastante deprê), estou acabando o Smoke and Mirrors, do Neil Gaiman. Dois estilos completamente diferentes e duas ótimas dicas de leitura.




Direto na têmpora: Steam - Peter Gabriel

Dramas do cotidiano

Fim de semana meio complicado, resolvemos levar Sophia para andar de bicicleta na Praça JK. Tudo corria bem até que ela pediu uma água de coco. Em determinado momento, Fernanda toma um gole da água de coco e percebe que estava no final.

Quando Sophia bebe novamente e vê que a água acabou, fica bastante chateada.

- Mamãe, você acabou com a água de coco!

- Eu só tomei um golinho, Sophia.


E ela, furibunda.

- Você estragou a minha vida toda!

E enquanto segurava a risada comecei a acreditar que Sophia é mesmo minha filha.




Direto na têmpora: Godless - Dandy Warhols

Sexta-feira, Novembro 13, 2009

Uma sereia para o fim de semana





Texto: Maurilo Andreas
Ilustração: Rogério Fernandes





Direto na têmpora: Runaway - Yeah Yeah Yeahs

Noivo

Eu me visto como um molambo no meu cotidiano. Pensando bem, eu me visto com o um molambo em ocasiões especiais também. Sendo assim, minha Sophia só me conhece de terno pelas fotos do meu casamento.

Talvez por isso eu não tenha ficado surpreso quando hoje, ao ver um homem de 20 e poucos anos usando terno na rua, Sophia exclamou:

- Olha, papai, o noivo!


Contendo o riso eu tentei argumentar:

- Não, filhinha, o papai não usa terno, mas tem gente que trabalha assim. Ele não é noivo, ele está indo trabalhar.

- Ele tá indo trabalhar vestido de noivo, né? Ah, ele é maestro!


Vocês não imaginam o meu orgulho ao ver que no mundo da minha filha terno é coisa de noivo ou de maestro.




Direto na têmpora: Jailbreak - AC/DC

Parcial

Eu não tenho nada contra pessoas, veículos, organizações ou entidades com opiniões parciais. Nada.

Eu sou uma pessoa extremamente parcial (e passional) quando falo, por exemplo, de Tom Waits, de Tim Burton, de Fernando Sabino, dos Boston Celtics, da Coca Cola, da BHTrans e de vários outros assuntos. Em política eu sempre tento ser imparcial e nem sempre consigo. Sou parcial a favor e sou parcial contra um monte de coisas e temas.

Não vejo problema nisso. Eu sou assumidamente parcial. Para mim, o problema é quando uma opinião parcial vem travestida de imparcialidade ou isenção.

A Veja é parcial e tenta disfarçar. A revista Viver Brasil é parcialíssima, mas não faz questão de esconder isso. E aí a gente aprende a ler segundas intenções em tudo e imaginar, como disse o Vina ontem (e eu cito livremente, sem compromisso com fidelidade nenhuma ao texto original), que o mais importante não é muitas vezes o que está sendo dito, mas porque e por quem está sendo dito.




Direto na têmpora: I Should Have Known Better - Yo La Tengo

Quinta-feira, Novembro 12, 2009

Encontrada outra sereia morta



Texto: Maurilo Andreas
Ilustração: Rogério Fernandes





Direto na têmpora: Shake it - Metro Station